quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pablo

Violenta
meu espírito
para que
tudo
que é frágil
se extingua

Mostra-me
o porque
da minha
fraqueza,
como a
fluidez
dos meus
passos,
sustenta
o medo
profundo

Atira-me
contra
o chão
para que
da fúria
renasça
minha ânsia
revolucionária

Liberta-me,
suplico-te,
liberta-me
pois nada
me faz mais
morto
do que
o cárcere
da solidão
individual

Nada me
degrada tanto
quanto a lógica
atomística,
inconscientemente
internalizada
que acompanha-me
em cada gesto,
em cada palavra,
como nome,
sobrenome,
como parte
de mim.

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